Crianças empreendedoras vieram para ficar

“Numa sociedade em que o empreendedorismo assume uma dimensão cada vez mais relevante, é natural que mesmo as camadas mais jovens demonstrem algum interesse por esse mundo. É com esse intuito que aparecem cada vez mais cursos que procuram dar as principais noções do meio a crianças.

É o caso, por exemplo, do “8 and Up”, um programa de seis semanas sediado na cidade universitária de Princeton, nos EUA, que custa 350 dólares (252 euros) e coloca os participantes perante uma série de desafios. Com o ensino das ferramentas e métodos apropriados, pretende-se que as crianças sejam capazes de trabalhar em equipa para encontrarem uma ideia capaz de captar o interesse (e o dinheiro) de investidores.

“Se nos dizem que não, vai ser muito chato para nós” admitia candidamente Jensen Bergman, de nove anos, ao “Wall Street Journal”, enquanto esperava para apresentar a sua ideia de um local de encontro à sexta-feira exclusivamente indicado para crianças, o “Tiger KidsClub”.

Já noutro ponto dos EUA, na Universidade Brooklyn, um conjunto de crianças abaixo dos 12 anos tem que decidir como fazer sobressair o seu sumo de fruta num mercado de bancas de venda muito lotado. Os participantes no “Lemonade Stand 101” são ensinados por um instrutor da agência de publicidade Young & Rubicam, Michael Murphy. Recorde-se que vender limonadas parece ser a forma mais usual das crianças americanas ganharem os primeiros dólares por conta própria.

“É melhor começar a ensiná-los aos cinco”, afirma peremptoriamente Cristal Glangchai, fundadora do “Girl Startup 101″ que ministra um curso com a duração de uma semana, para crianças entre os cinco e os sete anos. Por 255 dólares (184 euros), em seis horas diárias, aprende-se desde elaborar protótipos em 3D até sofisticados modelos de negócio.”

Notícia originalmente publicada no Expresso.

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